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Educação Física e Saúde Mental


 

A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO RECURSO TERAPÊUTICO AUXILIAR NOS TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS

O transtorno mental é uma doença biopsicossocial, que compromete o padrão psicológico levando o indivíduo a um aumento do sofrimento, deficiência e consequentemente a uma perda de liberdade.
Levando em consideração todas as dificuldades encontradas pelo portador de deficiência mental, a Educação Física visa não somente amenizar tais sofrimentos como ajudar este indivíduo a descobrir suas potencialidades e com elas aumentar sua volta ao convívio social.
Há um campo de trabalho na Educação Física, com uma abordagem diferenciada das já existentes na área terapêutica, ou seja, trabalhar com pacientes com transtornos mentais fora do enfoque recreacional, e sim na área de treinamento motor. Através de exercícios físicos, técnicas expressivas, aeróbios, treinamento de força, alongamentos, etc., faz com que o indivíduo possa vivenciar experiências fora do contexto da doença, possibilitando acréscimos na qualidade de vida, priorizando a pessoa e não a patologia, reforçando a vontade do sujeito a retomar o simples processo humano de nascer, crescer e morrer.
A aderência em um programa de treinamento, depende do prazer que a pessoa sente com ela, da consciência que tem sobre a sua importância para a saúde e de fatores externos, dentre eles a rede do suporte social. Mesmo assim, dados estatísticos confirmam uma taxa de abandono de 50% em 12 meses, em uma população não clínica (King & Martin, 1994). Em pessoas com transtornos mentais estima-se um abandono de 80%, após a primeira situação de crise (Roeder, 1999).
A Educação Física pode influenciar no metabolismo durante uma atividade com a produção de hormônios. Um estudo de Vries e Adams (1972) mostrou que uma simples sessão de exercício (caminhada) foi tão eficaz na redução da tensão quanto um tranqüilizante, e que o efeito do exercício foi mais duradouro dando suscetibilidade a hormônios como a insulina. Outros estudos demonstram que a prática regular de atividade física pode aumentar a energia, melhorar o sono e o humor.
É difícil imaginar, nesse sentido, receitas uniformes e prática de atividade física. É fundamental que as diferenças de história e situações de vida sejam reconhecidas e que se procure ampliar as possibilidades de escolha das pessoas, o que melhora suas chances de viver melhor.
Atualmente, a orientação que predomina é para a prática de atividade física moderada, totalizando em torno de trinta minutos diários, mesmo que distribuídos em vários períodos do dia, e em todos, ou na maioria dos dias da semana.

Luciane A. dos Santos – CREF. 003254-g
Lidinalva Pagliarini – Estagiaria de Educação Física

Referência Bibliografica:
King & Martin. Aderência ao exercício. In Americian College Of Spots Medicine. Prova de esforço & prescrição de exercício. Rio de Janeira: Revinter, 1994.
Roeder, M. A. Concepções sobre a educação fisica especial – uma educação diferente? Anais da II Jornada de pesquisa da UDESC, p.146,1993. Benefícios da atividade física em pessoas com transtornos mentais. Revista Brasileira de atividade física e saúde. V.4n.2,p.62-76, 1999.

De Vries, H.A.; Adams, G.M. Total muscle mass activation vs relative loading of individual muscle as determinants of exercise response in older men. Med. Sci. Sports, Madison 4 (1972), 3, S. 146-154.

 

 

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