TDAH - Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade


Atualmente, muitos pais preocupam-se quanto à criação e à educação de seus filhos, em uma sociedade em constante mudança, onde as crianças são cada vez mais exigidas – colégios que preparam para o vestibular desde o ensino básico, cursos de línguas, informática, esportes diversos – e têm cada vez mais exigências – uso constante de Internet e celular, videogames, roupas de marcas famosas, idolatria a determinadas celebridades ou a bandas – que na maneira de entender dos pais, funcionam apenas como “distrações” do que realmente importa: a preparação para “o futuro”. Como nem todos conseguem ter uma “Super Nanny” (personagem da TV que age como orientadora da disciplina dos pais, prestando consultoria em famílias com dificuldades em impor limites), às vezes é necessária a busca de ajuda de um profissional, psicólogo ou psiquiatra, para entender melhor os diversos problemas que podem ocorrer nos estágios iniciais da vida psíquica e emocional dos filhos.

Falta de atenção, erros freqüentes em provas e trabalhos escolares, dificuldades em permanecer quieto na sala de aula. Todos estes problemas, que são comuns em crianças e adolescentes, também podem ser parte de uma doença, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um transtorno mental com início na infância, que atinge cerca de 6% das crianças em idade escolar no nosso meio. É caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade (ver tabela). Como os sintomas são muito comuns, é preciso que haja um grande número deles, e que estejam causando prejuízos importantes tanto em casa quanto na escola ou trabalho para que o diagnóstico seja feito.
Este Transtorno está associado a mau desempenho escolar, que pode levar à reprovação e a abandono ou até expulsão da escola; queda da auto-estima, problemas no relacionamento familiar e com amigos, maior freqüência de abuso de drogas e até aumento do risco de acidentes de trânsito, na idade adulta. Em até 65% dos pacientes, o diagnóstico persiste na vida adulta, mostrando que a doença é crônica.

O tratamento é feito principalmente com uso de medicação controlada, que pode ser associada à psicoterapia. É importante que o tratamento seja feito por um profissional habilitado, que saiba fazer o diagnóstico correto, reunindo dados dos pais e da escola, visto que é muito comum a confusão com outras doenças da infância – dislexias, déficit cognitivo, depressão, ansiedade - e que tenha experiência com uso destas medicações, para evitar riscos e efeitos colaterais de seu uso.

Thiago Pianca
CREMERS 29974

SINTOMAS DO TDAH

 

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