Transtorno Obsessivo Compulsivo

 

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TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo


O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) atualmente é visto como o quarto transtorno psiquiátrico mais freqüente, após fobias, abuso de substâncias e depressões. Apresenta uma prevalência estimada ao longo da vida de 1,5 a 2,5% da população em geral. Pode também ocorrer em crianças, com uma prevalência de 1,2 a 3% e sendo mais comum em meninos.
O quadro clínico caracteriza-se pela presença de obsessões e/ou compulsões. Assim, compulsões seriam pensamentos, impulsos ou imagens mentais recorrentes e invasivos, tidos como desagradáveis, que são reconhecidos como próprios pelo indivíduo, que causam ansiedade ou mal-estar, tomam tempo e interferem nas atividades diárias. As compulsões são caracterizadas por comportamentos ou atos mentais repetitivos que a pessoa é levada a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas. As compulsões visam prevenir ou reduzir o sofrimento ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, não tem uma conexão realista com o que visam neutralizar ou evitar ou são claramente excessivos.
A maioria dos pacientes apresenta a crítica preservada e costuma envergonhar-se de seus pensamentos e/ou comportamentos, motivo pelo qual demoram a procurar ajuda.
O conteúdo dos pensamentos ou imagens mentais geralmente se refere a preocupações com contaminação, verificação, agressividade, somáticas, limpeza ou colecionamento. Os indivíduos podem apresentar, por exemplo, problemas dermatológicos causados por lavagens excessivas com água ou agentes cáusticos de limpeza.
A presença de comorbidades não é incomum, sendo freqüentes principalmente com depressão maior (60-85%), fobias (22-27%), hipocondria (23%) e abuso/ dependência álcool (14-17%).
Quanto ao tratamento, a farmacoterapia com antidepressivos e a terapia cognitivo-comportamental (TCC) são considerados os tratamentos de primeira linha para o TOC. Os antidepressivos são preferidos, por exemplo, em sintomas obsessivo–compulsivos muito graves, TOC acompanhado de depressão ou ansiedade graves, obsessões não acompanhadas de rituais ou esquiva, quando a TCC foi ineficaz ou quando existem co-morbidades. A TCC é preferida em sintomas leves a moderados, quando predominam compulsões ou esquiva, gestação, transtorno humor bipolar, dentre outras situações. A combinação do uso de medicações e terapia cognitiva também pode ser usada. Em casos especiais pode-se associar o uso de outras medicações (como antipsicóticos, benzodiazepínicos, estabilizadores do humor ou mesmo outras medicações). Em casos raros pode ser necessário o uso de terapias alternativas, como eletroconvulsoterapia e cirurgia.
Mas lembre-se que somente seu médico pode lhe dizer qual a melhor forma de tratamento para você.

 

Cristina Lunardi Munaretti
CRM 27912

 

 

 

 

 

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